Publicado por: emcasa2009 em: novembro 24, 2009
Para esta semana, o Projeto Em Casa continua com duas de suas atrações semanais. Hoje, às 21h30, o Hamilton de Holanda Quinteto volta ao palco da Urca e convida a harpista Cristina Braga (foto). Cristina é conhecida por sua musicalidade que une música clássica e MPB – já dedilhou em sua harpa, em seus shows, até mesmo sucessos da bossa nova e do jazz, além de ter participado de discos de Ana Carolina, Marisa Monte e até mesmo feito uma turnê com is Titãs, na época do disco Acústico MTV (1998). É o som que gravou em discos seus como Cortejo (2006) e Paisagem -0 Grandes canções brasileiras (2008), sempre disposta a mostrar a alma verde-e-amarela de seu instrumento. Já na quarta, retorna ao palco do Projeto o baterista Pascoal Meirelles, com seu som ligado ao jazz e as músicas de discos como o recente Dubai-Lima.
Fotos dos últimos shows:
Pascoal Meirelles (com participações de músicos como Mauro Senise, Lula Gavão, Idriss Boudrioua e Carlos Malta)
Lia Sabugosa (com participação de Daniel Lopes):
Rogê e Marcelinho da Lua
Dadi (com participação de George Israel – Marisa Monte passou lá para conferir)
Fotos: Divulgação (Cristina Braga) e Alvaro Riveros (shows Em Casa).
Zozô. Av.Pasteur, 520, Urca (ao lado da Estação do Bondinho). (2295-5659). Terça e quarta, às 21h30. R$ 60 (3ª) e R$ 30 (4ª) (lista amiga para emcasa2009@gmail.com). Manobristas no local.
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 17, 2009
Hoje e amanhã, a música instrumental volta a fazer parte do cardápio do Projeto Em Casa. Nesta noite, o bandolinista Hamilton de Holanda volta a subir ao palco do Projeto, de novo com seu quinteto , em um show mais simples, com as músicas do CD Brasilianos 2 e a possibilidade de aparecerem convidados surpresa. Para quem nunca foi ao show, vale afirmar que a lista de “surpresas” do músico é de dar água na boca – nomes importantes da MPB contemporânea, como o violonista Yamandu Costa, já apareceram por lá.
Já na quarta, o baterista Pascoal Meirelles toca ao lado do saxofonista e flautista Mauro Senise, com quem nos anos 80 montou o grupo Cama de Gato. O repertório inclui, além dos temas de jazz que Meirelles costuma gravar, uma peça erudita chamada Ostinato, com o músico largando a bateria e se concetrando na marimba, e Senise acompanhando nos sopros. “É um tema bem diferente do normal da música instrumental, mais clássico. O próprio nome da peça é um termo da música erudita, que significa repetição“, conta o músico.
Zozô. Av.Pasteur, 520, Urca (ao lado da Estação do Bondinho). (2295-5659). Terça, às 21h30 e quarta às 22h. R$ 60 (3ª) e R$ 30 (4ª) (lista amiga para emcasa2009@gmail.com). Manobristas no local.
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 16, 2009
Fotos: Alvaro Riveros




Publicado por: emcasa2009 em: novembro 16, 2009
Fotos de Alvaro Riveros




Publicado por: emcasa2009 em: novembro 16, 2009
Fotos de Alvaro Riveros




Publicado por: emcasa2009 em: novembro 13, 2009
Começando mais uma semana do Projeto Em Casa, a Pitada continua trazendo mais nomes para o evento. Neste domingo, a atração é a música eletrônica performática de Ricardo Imperatore (foto), com seu projeto BoTECOeletro. Que após alguns meses de turnê pela Europa, retorna ao Rio. “Esse é meu segundo show no ano aqui. Acabo ficando mais tempo lá fora mesmo”, diz o músico, que, apesar de lidar com um estilo musical que, teoricamente, faz as pessoas dançarem, promete algo que pode ser curtido de diferentes maneiras. “O Em Casa tem as mesinhas, as pessoas ficam sentadas. Quem quiser ficar na mesa, pode ficar sem problemas que dá para curtir desse jeito também. É música eletrônica, mas não deixa de ser um show, até porque faço muita coisa ao vivo. Sou só eu no palco operando MPC (um tipo de programação eletrônica), mix controller, uma percussão… E eu também canto! Vou me arriscar lá”, brinca.
Para a plateia de domingo, Imperatore promete uma incursão ao mundo dos mash-ups, aquelas mixagens de músicas que quase sempre cruzam gêneros opostos. “Eu mixei recentemente duas músicas do Nirvana com duas do Caetano Veloso. Devo levar lá para o pessoal ouvir. Dois artistas plásticos amigos meus que estavam aqui em casa escutaram as mixagens e adoraram. E o som ainda tem uma base funk. É legal porque são mundos bastante diferentes”, anima-se o músico, que recemente teve seu som eletrônico com bases brasileiríssimas lançado em coletâneas na Europa. “Discos meus também foram lançados no Japão e agora devem sair na Suécia” (Ricardo Schott – foto: divulgação).
Zozô. Av.Pasteur, 520, Urca (ao lado da Estação do Bondinho). (2295-5659). Domingo, às 22h. R$ 40 (lista amiga para emcasa2009@gmail.com). Manobristas no local.
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 12, 2009
Marcos Sacramento, atração de hoje no Projeto Em Casa, é dono de uma assinatura vocal impressionante – que traz novas belezas ao samba e à MPB, a partir de seus discos solo, como os recentes Sacramentos e Na cabeça. Este, lançado em 2009, traz o cantor dedicando-se à composições próprias, como Na cabeça (em parceria com Luiz Flavio Alcofra) e Um samba (com Carlos Fuchs), unidas a originais de J. Cascata (Minha palhoça), Noel Rosa (Último desejo) e da dupla Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro (Morena), além de temas de amigos. Só que com um acabamento especial: nas canções, já que além da voz, só surgem as cordas de Alcofra, Zé Paulo Becker, (violões de 6) e Rogério Caetano (violão de 7 cordas). Todos juntos e ao mesmo tempo, como vai acontecer hoje no palco da Urca – que ainda ganha o complemento do percussionista Netinho, que toca pandeiro com Sacramento já há bastante tempo.
“A base do show vai ser 90% do disco novo. Mas tem coisas de álbuns anteriores. Faço uma apresentação de samba, que é uma constante no meu trabalho, com inserção de músicas inéditas”, adianta Sacramento. Para Na cabeça, o cantor investiu num formato acústico, de tessitura musical precisa, já utilizado por artistas de grande porte, como Ney Matogrosso – o cantor de Bandido também privilegiou cordas em seu espetáculo-disco Canto em qualquer canto (2005). “Realmente não é uma inovação, mas não deixa de ser algo mais radical. Você, no palco, só com os violões, fica mais exposto aos perigos. Mas propus aos três músicos e eles toparam”.
Descoberta recente para muitos fãs de MPB, Sacramento está longe de ser um iniciante. Nos anos 80, era integrante de um grupo que chegou a ser bastante comentado no Rio, o Cão Sem Dono – e que gravou, em 1986, um EP independente, homônimo, repleto de referências de rock e de MPB de vanguarda. Em 1989, apareceu na novela Kananga do Japão, da extinta TV Manchete, interpretando o ídolo da MPB Orlando Silva. Em 1997, seu primeiro disco solo, A modernidade da tradição, foi lançado pelo pequeno selo Saci e, posteriormente reeditado até na Europa – hoje está em catálogo pela Biscoito Fino. “Pois é, eu sou o mais velho novo talento da MPB!”, brinca. “Mas são caminhos que a gente toma na vida, né? Alguns caminhos são um pouco mais tortuosos, mas a gente chega lá.” (Ricardo Schott – foto: divulgação)
Zozô. Av.Pasteur, 520, Urca (ao lado da Estação do Bondinho). (2295-5659). Quinta, às 22h. R$ 40 (lista amiga para emcasa2009@gmail.com). Manobristas no local.
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 11, 2009
Enquanto praticamente todo o país estava sem luz, aos pés do Pão de Açúcar na Urca, o Hamilton de Holanda Quinteto fazia um show… à luz de velas. E que ficou para a história do evento. “Por essa vocês não esperavam”, brincou Hamilton com a plateia, já habituada às surpresas trazidas por ele a cada terça no Projeto Em Casa. “Vamos à moda antiga”, concluiu o músico, que abriu a noite com Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Ao lado de Josué Lopes (sax), André Vasconcellos (contabraixo), Daniel Santiago (violão) e Marcio Bahia (bateria), Hamilton apresentou músicas dos dois mais recentes CDs, Brasilianos 1 e Brasilianos 2 . Que em 2010, aparecem em versão DVD.
Outras releituras que fizeram parte do repertório foram Só louco e Maracangalha, de Dorival Caymmi e Deixa, outra de Baden e Vinicius, imortalizada pela interpretação de Elis Regina. Nesse momento, o gaitista Gabriel Grossi se juntou aos parceiros de quinteto, para delírio do público. A cada solo dos músicos, “bravo”, “o que é isso?”, “sen-sa-cio-nal” eram expressões que se ouviam nas mesas.
E olha que o melhor ainda estaria por vir. Depois da autoral Estrela negra, faixa do Brasilianos 2, Hamilton chamou a convidada da noite, a cantora Roberta Sá. Os dois, que já estiveram juntos no segundo disco dela Que belo estranho dia pra se ter alegria e no DVD gravado ao vivo Pra se ter alegria, fizeram uma versão unplugged no Em Casa para Novo amor, uma composição de Edu Krieger. “Sem microfone, é a primeira vez no palco. Só canto assim no chuveiro”, disse Roberta.
Na seqüência, o duo bandolim-e-voz fez A vizinha do lado, de Dorival Caymmi, música que apresentou às rádios e ao público Braseiro, o primeiro disco de Roberta Sá, lançado em 2005. Pra fechar, teve A flor e o espinho de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha. Feliz com o show (por força das circunstâncias) acústico, Roberta até brincou: “Agora só vou querer me apresentar assim!”.
Os convidados especiais da noite não pararam aí. Além da cantora, o violonista Yamandu Costa surgiu no palco, começando com Samba do véio, composição feita em parceria com Hamilton e registrada no CD Luz da aurora, que traz a dupla dividindo trabalhos.
Quer mais? Então que tal Libertango de Astor Piazzolla? Neste grand finale, estavam Alessandro Kramer no acordeon e Guto Wirtti no contrabaixo. Este, diga-se de passagem, solou lindamente. “Acho que vamos lembrar para sempre dessa noite!”, declarou Hamilton ao fim da noite. Meia hora depois, a luz voltou. Que bom que só depois. Afinal, no escurinho, o som aguça ainda mais os sentidos. (Luana Lima – foto: Alvaro Riveros)
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 10, 2009

A parceria de Roberta e Hamilton já dera frutos anteriormente: o músico participa de seu mais recente DVD, Pra se ter alegria, e de seu segundo disco, Que belo estranho dia para se ter alegria (2007). Uma união que enche a cantora de músicas como Interessa? de alegria. “É um megaorgulho trabalhar com alguém tão talentoso. Tive a alegria de fazer um dueto com ele em músicas como Novo amor. Ele é o príncipe do bandolim, e uma pessoa de enorme talento”, diz a cantora, que mantendo artistas como Ney Matogrosso e Chico Buarque como grande referência em seu trabalho (sem falar no Caetano Veloso, que muito a inspirou na hora de fazer o Que belo estranho dia…), fez questão, em seu DVD, de reverenciar a nova geração da nossa música.
E o bandolinista está lá, entre eles. “Em Pra se ter alegria, Hamilton, ao lado de Yamandú Costa, Trio Madeira Brasil, Pedro Luis, Marcelo D2 e Antônio Zambujo representam meus parceiros e minha geração”.
Zozô. Av.Pasteur, 520, Urca (ao lado da Estação do Bondinho). (2295-5659). Terça, às 21h30. R$ 60 (lista amiga para emcasa2009@gmail.com). Manobristas no local.
Publicado por: emcasa2009 em: novembro 9, 2009

Provavelmente, Oneyedcats soa como novidade para você. E Nome próprio, o filme? E Vanguart?
A conexão entre o longa-metragem de Murilo Salles, estrelado por Leandra Leal, e a banda de folk rock de Mato Grosso é uma referência para o trabalho de Clarah Averbuck, escritora que inspirou o roteiro de Nome próprio, e Reginaldo Lincoln, baixista do Vanguart. Casados, eles vivem momentos de inspiração mútua compondo músicas que, neste domingo, foram apresentadas pela primeira vez fora das quatro paredes. A estreia foi aos pés do Pão-de-Açúcar, na Urca, para o público do Projeto Em Casa. Que luxo, hein? Apenas um gostinho do primeiro CD que a dupla pensa em lançar no próximo ano. O trabalho, ainda sem título, é motivo de brincadeira do casal: brincam que o álbum pode se chamar Demos no quartinho. Oneyedcats foi mais uma novidade da Pitada para a domingueira. Os DJs Galalau e Yuri Almeida, responsáveis pelo evento, levam para o palco do Projeto Em Casa “boas alternativas da música brasileira”, como definiu Galalau.
Acompanhados por Fernando Tristessa (piano), do grupo paulista Cérebro Eletrônico; e Jorge Anzol (bateria), da banda acreana Los Porongas; o duo Oneyedcats fez um repertório no Em Casa com grandes clássicos do jazz e do soul. Além de canções autorais, também compostas em inglês. “Eu não sei fazer letra em português. Escuto pouca música brasileira. Com o Reginaldo estou conhecendo mais. O Oneyedcats juntou minha influência da música negra americana às referências dele de música brasileira”, disse Clarah, antes do show. No palco, os quatro músicos – que vivem na grande São Paulo, mas são do Acre (Jorge), do interior de São Paulo (Fernando), de Cuiabá (Reginaldo) e Porto Alegre (Clarah) – abriram o roteiro com Summertime, a canção do americano George Gershwin imortalizada por Billie Holliday e, posteriormente, por Janis Joplin. E fecharam com I heard it through the grapevine, sucesso do soulman Marvin Gaye. Das composições próprias foram Talking to the dead e Trust. Logo no início do show, veio um grito da plateia: “Ammmmmyyyyy!!!”. Seria pelo estilo cintão e salto alto de Clarah? Foi o que a própria vocalista perguntou ao microfone, adorando saber que a comparação com a cantora inglesa vinha de seu jeito de cantar. Do repertório da nova soulwoman, teve Valerie em ritmo de rock. Para Fever, de Ella Fitzgerald, o Oneyedcats teve as participações de Alexandra Scotti (vocal) e de Pedro Limão (guitarra). Demais!

No sábado, a banda Brasov animou o evento. É difícil denominar o som do grupo, que tem Fabiano Krieger (guitarra), Felipe Rocha (trompete e voz), Rafael Rocha (bateria), Daniel Vasques (sax), Luiz Antônio (teclados) e Lucas Marcier (baixo). “Cínicos. Rapazes que, munidos de atitude performática e espírito retrô, empunham sopros, percussões e guitarras elétricas, espalhando minas de música explosiva, desencavadas de sub-solos-terceiro-mundistas. Viagem no tempo e no espaço, entre ritmos latinos, música cigana, samba e filmes B dos anos setenta. Voo noturno sobre Tuktoyaktuk”, assim eles se definem fazendo referência ao CD Uma noite em Tuktoyaktuk no qual registraram alguns temas autorais como Kalasjnikov. Achou a língua russa complicada? Para quem perdeu Brasov no Em casa, dá para matar a curiosidade pela internet.
Já são dez anos de banda. Eles começaram fazendo a direção musical do espetáculo Piti da Companhia de Dança Dani Lima. “Não é a só a música, há uma performance por trás da música”, disse o trompetista Rocha. O grupo também assinou a trilha do filme Mulheres Sexo Verdade Mentiras de Euclydes Marinho. Por sinal, estiveram na plateia do projeto Em Casa os atores Mateus Solano, protagonista da novela das oito e a namorada, a atriz Alice Braga. “Viemos pelo Brasov e adoramos o evento. É bem arejado. E olha essa árvore linda no meio do salão”, falou o casal. Depois do Brasov, teve o house inconfundível do DJ Lelo Lorenzo, que toca na Baronetti em Ipanema. A modelo e atriz Letícia Birkheuer e a estilista Leny Niemeyer também passaram pelo Em Casa no sábado.

Na sexta-feira, Rogê subiu mais uma vez ao palco do Projeto Em Casa com músicas do mais recente CD Brasil em brasa, lançado em junho do ano passado. “Nesses dias de calor no Rio de Janeiro vamos cantar a faixa-título do meu último disco em homenagem a esse momento 40 graus”, falou o cantor para o público do Projeto. O show teve dois momentos: um mais intimista e outro mais suingado. Das composições mais lentas, a plateia curtiu Cuidar de mim (de Rogê, Gabriel Moura e Seu Jorge) e Estrela do céu (dele com Gabriel Moura). Também rolaram algumas músicas do penúltimo CD, Rogê, como Buá buá e Caminhão . “Eu não tenho um roteiro. Gosto de sentir o público e contar histórias entre uma música e outra”, comentou Rogê sobre o clima das apresentações. No Em Casa, ele esteve acompanhado por Sidão Santos (baixo), Zé Caros Bigorna (flauta), Thiago Silva (bateria), Matheus (baixo) e Rafael Marimbondo (trompete). “O Rogê tem o astral do carioca. E aqui na Urca nem precisa dizer, né?”, falou a estudante Marília Santos, que já conhecia o Projeto e voltou lá, só para apresentar o evento aos amigos. (Luana Lima – foto: Alvaro Riveros)
Links:
Para ouvir o som do Oneyedcats
Para conhecer o Brasov
Rogê leva Mais um mais uma, parceria com Arlindo Cruz, no Em Casa